Sociedade participativa

Encontro no TCE Ceará: comunicadores debatem papel das ouvidorias

14-09-17

Profissionais de Imprensa e Ouvidorias participaram nesta quinta-feira (14/9) do III Encontro de Ouvidorias, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE Ceará). O evento, que contou com a participação de cerca de 300 pessoas, teve como tema central “Comunicação e Ouvidoria: Um olhar para o cidadão”. Durante toda a programação, foram realizados debates acerca do atual cenário das duas áreas, bem como discutidos os desafios para o aprimoramento da relação com o cidadão.

Ouvidor do TCE Ceará e idealizador do Encontro de Ouvidorias, o conselheiro substituto Itacir Todero destacou as ações do Tribunal para a qualificação e fortalecimento do setor, como o programa de capacitação continuada de ouvidores, o protocolo de intenções da Rede Ouvir-CE e o projeto TCE Ceará na Comunidade. “Sabemos que a responsabilidade dos comunicadores em fornecer informações e subsídio ao cidadão é equiparada à do servidor público, e para isso as ouvidorias devem funcionar em consonância, contribuindo especialmente para o fortalecimento do controle social”, declarou Todero.

“A sociedade espera que os órgãos e instituições exerçam seus papéis, sejam efetivos, e as ouvidorias devem seguir a mesma linha, a da efetividade, atuando como um dos canais entre as instituições públicas e a sociedade. O cidadão quer um canal sem filtros, ativo,” disse o presidente do TCE Ceará, conselheiro Edilberto Pontes, parabenizando o ouvidor Itacir Todero pela realização do Encontro das Ouvidorias pelo terceiro ano consecutivo.

Três palestras fizeram parte da programação: “Novos desafios da cidadania ativa e democracia participativa”, com o assessor de Comunicação da Semace, Alberto Perdigão; “O papel da Imprensa no controle social”, com o diretor-editor do jornal Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues; e “Autônomas x obedientes: as ouvidorias em debate”, conduzida pela ombudsman do jornal O Povo, Tânia Alves.

Na primeira palestra, moderada pela chefe da Controladoria e Ouvidoria-Geral do Município de Fortaleza, Natália Rios, o jornalista Alberto Perdigão defendeu a função pedagógica das ouvidorias. “A questão é de empoderamento, as ouvidorias têm sim que se preocupar com o cidadão, mas a preocupação não pode ser outra se não a do empoderamento, a de fazê-lo enxergar, de fazê-lo, através desse olhar, mais informado e mais empoderado para exercer o controle social e se posicionar diante da sua missão como cidadão, como agente de democracia.” O tema foi debatido pelo ouvidor do Detran-CE, José Ribamar Diniz Bacelar, e pelo jornalista Roberto Maciel, do Diário do Nordeste.

Ildefonso Rodrigues, em sua exposição moderada pelo conselheiro substituto Davi Barreto, demonstrou como os meios de comunicação estão evoluindo e questionou se as instituições estão se preparando pra isso. Para ele, é necessário que as instituições e órgãos acompanhem essas mudanças e saibam o que o meio social está dizendo. Durante o debate, com o presidente da Associação Cearense de Imprensa, Salomão de Castro, e com o assessor de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza, Moacir Maia, foram pontuadas questões como a propagação de notícias falsas e os seus impactos no processo de informação ao cidadão.

A terceira e última palestra, moderada pelo secretário-chefe da Controladoria e Ouvidoria-Geral do Estado, Flávio Jucá, ficou por conta da ombudsman do jornal O Povo. Tânia Alves discutiu a necessidade de autonomia e de um mandato para ouvidores. Para ela, essa é uma questão que ainda não foi resolvida, mas que tem resolução necessária para que, em mudanças de governo, não ocorram retrocessos.

A exposição teve como debatedores os professores Ismar Capistrano Filho, coordenador de jornalismo da UFC, e Wagner Borges, coordenador de jornalismo da Unifor, e a secretária da Justiça e Cidadania do Estado, Socorro França. A primeira ouvidoria do Ceará destacou o valor dos ouvidores e contou histórias vivenciadas por ela no setor, desde que iniciou em 1997, lembranças que engrandecem e orgulham as ouvidorias.

Vozes da Corte

Em sua saudação inicial, o presidente Edilberto Pontes elogiou, também, a apresentação do Coral Vozes da Corte. “A missão de um coral é cantar. Mas a cada apresentação, o nosso coral tem encantado e emocionado”, disse Edilberto Pontes, que fez uma analogia com os serviços públicos, que devem atender cada vez melhor o cidadão. Sob a regência do maestro Carlos Prata, o Vozes da Corte executou as músicas Mucuripe e Ceará Terra da Luz, além do Hino Nacional.


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