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Tribunais de Contas assinam carta-compromisso para criar rede de TI
30-04-18
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Especialistas estão convencidos de que a troca de conhecimentos, experiências e ideias entre os tribunais de contas na área de Tecnologia da Informação pode fazer a diferença no desenvolvimento institucional dessas cortes. Isso motivou profissionais da área a assinarem uma carta-compromisso com o intuito de criar e oficializar uma rede para sistematizar e garantir o intercâmbio de informações.
O documento foi assinado no 1º Encontro Técnico de TI dos Tribunais de Contas, realizado no TCE do Rio de Janeiro na quinta-feira (26/4), com a participação de mais de 300 pessoas.
Com o intercâmbio, os integrantes do grupo poderão conhecer mais e se inspirar em iniciativas como a apresentada por Marcelo Xavier, da Gerência de Tecnologia da Informação do TCE-GO. Segundo ele, o órgão passou a utilizar de forma mais prática dados fornecidos pela área de TI e chegou a resultados como 81% de redução do tempo da tramitação de processos contratuais em 2017, o que gerou economia de R$ 1,3 milhão para a instituição.
Em palestra no evento, a secretária de TI do TCE Ceará, Érika Campos, provocou a reflexão dos presentes para a importância da criação de uma rede que permita a troca de informações entre os Tribunais de Contas, e que isso não ocorra apenas por acaso.

Érika sugeriu que a criação dessa cadeia de informação integrada possa ser conduzida por algum órgão de mais simbolismo, como a própria Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). “Minha ideia é que a gente possa debater todas as possibilidades, mas chegou a hora de termos essa rede operacionalizada para que possamos trocar dados, termos de referência, aplicações, entre outros. Esse canal de comunicação precisa ser mais forte”, finalizou.
A carta-compromisso tem por fim “dar continuidade a essas reuniões, manter essa integração e criar grupos de atividades específicas”, explicou o diretor-geral de Tecnologia da Informação do TCE-RJ, Lúcio Camilo Oliva Pereira. "É preciso otimizar esforços, usar as boas ideias de outros tribunais. Se alguém já pensou num determinado projeto, numa solução para um problema, pode colaborar de forma efetiva, tirando dúvidas e apontando caminhos", destacou.
A título de curiosidade, Lúcio disse que o evento nasceu com um modesto grupo de WhatsApp, que tinha o objetivo de trocar ideias. A partir daí, pensou-se numa reunião menor e acabou-se chegando a este primeiro encontro.
A presidente interina do TCE-RJ, Marianna Montebello Willeman, abriu o evento declarando que “a tecnologia da informação é fundamental para um controle externo mais efetivo”. Para ela, dois requisitos são de extrema importância para essa efetividade: objetividade e impessoalidade. “As decisões sobre o que vai ser fiscalizado devem ser objetivas e impessoais, e é a área de TI que nos permite viabilizar o controle externo dessa forma, graças a seus recursos, big data e cruzamento de informações”, ressaltou.
Além de Marcelo, Érika e Lúcio, palestraram Renato Triani Guerra, da Assessoria de Informática do TCM-RJ; o secretário de Soluções de TI do TCU, Rodrigo Feslidório; e o auditor de Controle Externo do TCM-GO Bruno Marquete da Silva.
Com informações do TCE-RJ