Decisão da Corte

TCE é desfavorável à aprovação das contas de governo 2013 de Pacujá e Santana do Acaraú devido a irregularidades

08-11-18

Na sessão ordinária da terça-feira (6/11), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Ceará emitiu pareceres desfavoráveis à aprovação às contas de governo dos municípios de Pacujá e Santana do Acaraú relativas ao exercício de 2013. Os processos foram relatados pelo conselheiro Ernesto Saboia e seguem agora para julgamento das respectivas Câmaras Municipais.

No julgamento do processo nº 10816/2018-5, que analisou a Prestação de Contas de Governo de Pacujá, a Corte acolheu parecer do Ministério Público Especial que atua junto ao TCE, desaprovando e considerando-as irregulares.
 
O relator destacou que foram repassados recursos financeiros ao Legislativo Municipal a título de duodécimo na ordem de R$ 585.908,33, valor abaixo do fixado no orçamento, resultando no repasse a menor de R$ 13.091,67, em descumprimento à Constituição Federal. “O repasse a menor de duodécimo consiste em falha de natureza grave e suficiente para macular as presentes contas”, afimou Saboia.
 
No processo nº 10818/2018-9, que apreciou a Prestação de Contas de Governo de Santana do Acaraú, as falhas foram consideradas de natureza grave, entre elas a não obediência ao limite para despesas com pessoal, em afronta a Constituição Federal.
 
Outros sete itens foram considerados negativos:
 
* A arrecadação orçamentária foi 2,11% abaixo da previsão inicial, segundo dados do Sistema de Informações Municipais (SIM), confirmados pelo Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO);
 
* Não  comprovação da cobrança de débitos (danos a serem ressarcidos ao Município) imputados pelo Tribunal de Contas em processos anteriores;
 
* Valor da dívida flutuante apurada pelo Tribunal (R$ 5.373.502,50) divergiu do valor registrado no Anexo XIV (R$ 5.448.114,01), não tendo o Responsável esclarecido a divergência.
 
* Despesas com pessoal superaram o limite preconizado na Lei de Responsabilidade Fiscal;
 
* Valores das despesas com pessoal do Poder Executivo, demonstrados no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do último período, não compatíveis com os evidenciados no SIM;
 
* Déficit de execução orçamentária; e
 
* Divergências verificadas nas contas “Bens Móveis” e “Bens Imóveis”, do Balanço Patrimonial, o que prejudicou a conferência do ativo real líquido.