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Workshop sobre estratégia de Inteligência Artificial é realizado no TCE Ceará

30-01-25

Membros e gestores do Tribunal de Contas do Ceará participaram de workshop para definir estratégia de Inteligência Artificial (IA). O encontro ocorreu na quarta-feira (29/1) e foi conduzido pelo diretor executivo da empresa de consultoria e pesquisa Gartner, Wagner Gomes. Através da exposição de conceitos e realização de atividades interativas, foram discutidas as possibilidades de aplicação de ferramentas de IA nos projetos e ações da Corte de Contas.

Os participantes do workshop foram recepcionados pelo presidente do TCE Ceará, conselheiro Rholden Queiroz, que frisou a importância do uso da Inteligência Artificial nas instituições públicas, incluindo o Tribunal de Contas. “Sabemos que se trata de um campo inovador e em constante mudança. Diante disso, é preciso agir com inteligência e estratégia sobre as possibilidades da IA”, explicou.

Participaram do evento, os conselheiros Ernesto Saboia e Soraia Victor, e o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Aécio Vasconcelos, além de secretários de várias áreas do Tribunal. A presidente do TCE Sergipe, conselheira Susana Azevedo, também acompanhou o worshop.

Durante o encontro, Wagner Gomes informou que a aplicação da Inteligência Artificial envolve, primeiramente, a definição da estratégia, seguido por aspectos táticos e casos de uso e prioridades, para se chegar à execução de pilotos. Para o palestrante, trata-se de um caminho que necessita do estabelecimento de objetivos claros, mensuração dos benefícios a serem alcançados, além de métricas de sucesso. “A grande maioria das instituições está nos níveis governo eletrônico e se preparando para o digital de forma a escalar níveis mais avançados, como o totalmente digital”, afirmou Wagner.

O expositor mencionou a pesquisa da Gartner, de 2023, sobre aplicação de IA na administração pública, a qual indicou a formação de chatbots, machine learning e aplicação de AI Generativa como práticas realizadas. Acerca do potencial de novas oportunidades, Wagner, informou que pesquisa de legislação, assistência em codificação e geração de documentos e políticas são alguns exemplos possíveis.

Wagner também citou os riscos ligados ao uso de IA, que devem ser considerados pelos órgãos e entidades, como imprecisões factuais, violação de propriedade intelectual, informações tendenciosas e privacidade de dados. “A criação de valor com IA requer mais do que tecnologia, é preciso ter dados, gerenciamento de mudanças, alfabetização em IA, mitigação de riscos, confiança e governança”, apontou o expositor.

O workshop foi o primeiro a ser realizado, com a previsão de outros encontros durante o mês de fevereiro.