incentivo à leitura

Literatura cearense é celebrada na 16ª edição do Café com Leitura

03-11-25

“As pessoas pensam que a escrita é solitária, mas, na verdade, ela é realizada a muitas mãos. E, quando o livro sai das nossas mãos, ele cresce com cada experiência de leitura. Nada deixa o autor mais feliz do que ser lido.” As palavras da autora da obra ‘O Romper das Conchas’, Emanuela Ribeiro, ecoaram no Plenário do Edifício Antônio Coelho, do Tribunal de Contas do Ceará, na manhã desta sexta-feira (31/10), durante a 16ª edição do Café com Leitura.

A iniciativa foi promovida pela Escola de Contas Instituto Plácido Castelo (IPC), por meio do programa Educação pela Arte. “Nós entendemos que esse espaço promove educação, desfaz um pouco da aridez do trabalho técnico, traz leveza e um momento de pausa para apreciar”, destacou o diretor-geral do IPC, Luis Eduardo de Menezes.
 
A servidora da Assessoria de Qualidade e Inovação, Edna Xavier, mediou o bate-papo e explicou a escolha da obra para os Leitores da Corte. “A literatura é nossa grande inspiração. Nós lemos vários autores, mas privilegiamos autores cearenses. O livro trata de temas difíceis da natureza humana, mas sua escrita é leve e a leitura é fluida.” Ela também reforçou que a obra foi semifinalista do Prêmio Jabuti 2024. “Você mostrou para o Brasil o poder transformador da palavra.”
Emanuela Ribeiro é jornalista e contou um pouco de sua trajetória, relatando como precisou buscar em seus sonhos de infância a inspiração para tornar-se escritora de obras literárias. A autora também destacou o processo de construção da história, que aborda temas como a desconstrução da maternidade e os relacionamentos abusivos. “Quando a gente lê uma história e o sentimento daquela personagem nos toca, conseguimos pensar, sentir e abordar temas muito delicados de uma forma mais profunda.”
 
O livro conta a história de duas irmãs, Clarice e Letícia, que se reaproximam após a morte da mãe. Clarice, a mais velha, havia deixado a Praia das Conchas, onde morava com a família, para cursar a faculdade, enquanto Letícia permaneceu ligada ao drama de acompanhar a mãe, que sofria de depressão.

A autora conta que, desde a publicação, “o livro foi trilhando um caminho que já não era meu, e foi ali que a história deixou de ser minha. E, desde então, a obra tem me levado a cantos maravilhosos.” Ela agradeceu aos leitores da Corte e afirmou que “é um privilégio poder ouvir vocês, saber como receberam o meu livro e como ele os tocou”.
 O encontro foi aberto ao público e a obra também foi escolhida como o livro do mês de outubro, dos Leitores da Corte, clube composto por servidores, colaboradores e estagiários do TCE Ceará. A coordenadora de Pesquisa, Inovação e Gestão da Informação do IPC, Marília Marinho, destacou como o grupo tem se fortalecido. “Esse debate mensal tem sido cada vez melhor, e as pessoas afirmam sair renovadas das nossas reuniões.”

Esta edição do Café com Leitura foi alusiva à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, que ocorre anualmente, de 23 a 29 de outubro, no Brasil. A data homenageia a fundação da Biblioteca Nacional e visa promover a leitura, o livro e as bibliotecas, destacando-as como centros de conhecimento, cultura e inclusão social.