Manifestações artísticas
Diversidade cultural marca programação de abertura da III Semana da Arte do TCE Ceará
20-08-26
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Música, literatura, poesia, ciência e reflexões sobre o papel da arte na vida e no trabalho marcaram a abertura da III Semana da Arte do TCE Ceará, realizada nesta quarta-feira (19/8). Promovida pelo Tribunal de Contas do Ceará, por meio do Instituto Plácido Castelo (IPC), a programação reuniu diferentes manifestações artísticas e proporcionou momentos de integração e reflexão para o público.

A manhã foi iniciada com uma apresentação musical do Coro Canto Livre, da Tapera das Artes, que levou ao público um repertório com referências à cultura cearense e à música brasileira. Entre as canções apresentadas estiveram “Pavão Misterioso”, “A Palo Seco” e “Terral”, obras de Amelinha, Belchior e Ednardo, além de “Cebola Cortada” e “Pedras que Cantam”, de Fagner.
Para a diretora-geral do IPC, Marília Marinho, a Semana da Arte representa uma oportunidade de ampliar as formas de aprendizagem e estimular novos olhares dentro da instituição. “O objetivo da Semana da Arte, para a Escola de Contas e para o Tribunal de Contas, é transcender a educação tradicional, técnica, que fazemos no nosso dia a dia. Quando conseguimos parar e pensar em outros métodos, percebemos que a arte nos ensina muito. O evento incentiva o consumo da arte, da literatura, além da conversa e da proximidade.”
A conselheira Soraia Victor destacou a relação entre arte, criatividade e bem-estar. Para ela, “o contato com diferentes manifestações artísticas pode contribuir para um ambiente de trabalho mais criativo e para o desenvolvimento integral das pessoas. Uma das fontes disso é a arte, e é ela que propicia sonhar e criar. Quanto mais nós pudermos ousar na criatividade, melhor será o nosso trabalho. A pessoa não é só o profissional, a pessoa é um todo. E esse todo precisa estar com todas essas dimensões também em funcionamento”, afirmou.

A procuradora de Contas Cláudia Patrícia reforçou a importância de momentos de pausa e contemplação diante da rotina cotidiana. “É essencial o momento de pausa e reflexão que a arte proporciona. A experiência artística nos eleva, tocando dimensões profundas da alma. Esses momentos de contemplação artística tornam o trabalho significativamente mais eficiente. A arte promove consciência sobre a importância e a relevância do trabalho social desenvolvido pelo Tribunal de Contas, ao retornarmos ao trabalho com essa perspectiva humanizada.”
Arte como tecnologia do cuidado
A programação contou ainda com a palestra magna “Do Verso à Ciência: a Arte como Tecnologia do Cuidado”, ministrada pela médica, educadora, escritora, cordelista e artista popular Paola Tôrres. A partir de sua experiência na medicina, na literatura e na cultura popular, a palestrante abordou a arte “como uma forma de aproximação entre as pessoas e de compreensão das diferentes dimensões que envolvem o cuidado”.

Paola relacionou essa perspectiva ao trabalho desenvolvido no Tribunal de Contas. Segundo ela, “mesmo em atividades marcadas pela técnica, processos e procedimentos, existe uma dimensão humana que não pode ser dissociada da atuação profissional. Cada processo possui história e envolve pessoas reais que são afetadas pelas decisões institucionais. Por mais formal e técnico que seja o trabalho, estamos constantemente lidando com seres humanos e suas realidades. Essa compreensão nunca pode sair do nosso olhar, do nosso fazer profissional e, principalmente, do nosso coração.”
A palestra também tratou da relação entre a medicina, o cordel e a cantoria, áreas que fazem parte da trajetória da artista. Ao longo da apresentação, a poesia foi utilizada como instrumento de reflexão sobre sensibilidade e relações humanas.
Fortaleza e a arte
Encerrando a programação de abertura, foi realizada a roda de conversa “Fortaleza: 300 anos de arte na cidade”, com a participação do arquiteto e professor Romeu Duarte e do jornalista, escritor e compositor Flávio Paiva. O encontro propôs um diálogo sobre a produção artística e cultural de Fortaleza, aproximando memória, arquitetura, literatura e música da história da cidade.
“São iniciativas como essa do TCE que fazem com que a gente continue desenvolvendo o nosso trabalho para nós darmos visibilidade, para nós darmos condição de que mais pessoas possam conhecer a história da cidade”, enfatizou Romeu. Para Flávio Paiva, “o TCE Ceará, ao longo dos anos, vem desenvolvendo trabalho de aproximação significativa com a arte e a cultura, prestando grande serviço à sociedade cearense. A instituição compreende que o fortalecimento cultural constitui elemento essencial para prevenir fraudes e corrupções nas ações públicas”.
Saiba mais
A III Semana da Arte do TCE Ceará segue com programação nos dias 20 e 26 de agosto. No dia 20/8, no hall do IPC, será aberta a exposição “Leão Ferido”, do artista Levi Castelo Branco. No mesmo dia, será realizada uma visita guiada ao Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), com participação do artista Hélio Rôla.
Para o público interno, nos dias 19 e 20 de agosto, é realizado o Cine TCE, com a exibição do filme "O Sorriso de Monalisa". No dia 26, ocorrerá o evento “Talentos da Corte”.