Fachada do TCE Ceará recebe placa em alusão ao mês de Conscientização sobre o Autismo

14-04-23

autismo 140423A Secretaria de Administração, por meio da Gerência de Manutenção e Conservação (GMC), afixou na fachada do TCE Ceará o símbolo do autismo, representado pela fita da consciência com peças de quebra-cabeças coloridas. A iniciativa visa sensibilizar sobre o transtorno e representa a adesão da Corte à campanha Abril Azul e ao mês de Conscientização sobre o Autismo.

 

O Abril Azul foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma forma de conscientizar e dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é um distúrbio de neurodesenvolvimento que tem, entre suas características, a dificuldade na comunicação, na interação social e padrões de comportamentos repetitivos. As pessoas com autismo também podem apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.

 

O Ministério da Saúde do Brasil alerta que o diagnóstico oportuno e o devido encaminhamento em idade precoce podem apresentar melhor desenvolvimento a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta a importância de fornecer informações, serviços, encaminhamentos e apoio prático às pessoas com autismo, bem como seus cuidadores, de acordo com suas necessidades individuais. O preconceito também é um obstáculo a ser enfrentado, e a OMS observa que as pessoas com TEA são frequentemente sujeitas à estigmatização, discriminação e violações de direitos humanos.

 

140423 autismoO gerente de Transporte e Segurança do TCE Ceará, Haroldo Dias, destacou a relevância do mês de Conscientização sobre o Autismo. “A data é necessária para que as pessoas tenham noção da importância de compreender as diferenças. É muito significativo que um órgão como o TCE Ceará engaje uma ação de reconhecimento à causa, pois mostra que não é apenas uma condição de alguns, mas algo a ser trabalhado na sociedade como um todo.”

 

Haroldo Dias revelou algumas memórias de sua filha, Nicole Nobre Dias, e abordou a importância das adaptações que alguns ambientes públicos e privados fizeram para oferecer uma melhor experiência para pessoas autistas. “Ao longo de 15 anos que cuidei da minha filha, percebi uma evolução na sociedade, ainda tímida, em relação a tratamentos específicos para pessoas no espectro autista”, destacou.

 

Nara Roberta da Silva, colaboradora da Gerência de Manutenção e Conservação, mãe de Letícia Silva de Souza, revelou a importância de dar visibilidade à causa e relatou quais as principais características que precisam ser trabalhadas em uma rede de apoio à alguém com autismo. "Primeiro nós, os pais, precisamos lidar com a aceitação, além de estudar mais sobre o assunto e trabalhar com a criança em casa, para que ela possa desenvolver. O fundamental é inseri-la na sociedade".