Planejamento Estratégico Administração Gerencial Produtividade Atitude Avaliação de Desempenho RH Estratégico Planejamento Gestão de Pessoas Habilidades Mapa Estratégico Metas Política da Qualidade Missão Gestão por Competência Valores Ginástica Laboral Liderança Avaliação de Competência Gestão Estratégica de Pessoas Cenários Eficiência Empowerment Competitividade Capital Humano Inovação Stakeholder Flexibilidade Indicadores Clima Organizacional Visão de futuro Efetividade Tecnologia
No século XXI, com as rápidas mudanças ocorridas nos vários cenários – econômico, social, político, tecnológico – surgiram novas tecnologias gerenciais para administrar as organizações, inclusive para as organizações governamentais. Dentro desse contexto, em que se assemelham organizações privadas e organizações públicas? Organizações é agrupamento de pessoas que tem objetivos organizacionais comuns, executam tarefas visando alcançar esses objetivos dentro do ambiente organizacional, fazendo uso dos recursos disponíveis.
Ou seja, ambas possuem objetivos, realizam atividades no espaço organizacional, através das pessoas, mobilizam recursos, perseguem metas e são chamadas organizações. Os objetivos a serem alcançados devem estar alinhados ao planejamento estratégico; as atividades, coerentes com os objetivos traçados no curto, médio e longo prazo; os recursos, otimizados na execução dessas atividades; as metas, claras e bem definidas. Administrar uma organização consiste em tomada de decisão acerca da melhor forma de combinar todas essas variáveis para cumprir a missão expressa em seu Planejamento Estratégico.
Para Chiavenato (2000, p.6), “A tarefa da Administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional [...]”, por meio dos processos de planejamento, organização, direção e controle. Assim, o procedimento de gerenciar os recursos e gerir as pessoas é único tanto na esfera pública, quanto na privada. As práticas administrativas são as mesmas, divergindo somente quanto a legislação específica, as normas internas e a cultura organizacional.
Na administração publica, o processo evolutivo dos modelos praticados pelas organizações governamentais evoluiu através de três modelos básicos: patrimonialista, burocrático e gerencial, três formas que se sucedem no tempo, sem negar, no entanto, alguns princípios do modelo anterior. O modelo patrimonialista iniciou ainda na Monarquia e foi até meados de 1936 quando Getúlio Vargas implementou o modelo burocrático, idealizado pelo sociólogo alemão Max Weber, amparados nos princípios da impessoalidade, do formalismo e do profissionalismo(meritocracia), entre outros, como tentativa de eliminar a corrupção e o nepotismo, presentes no modo de gestão anterior, e melhorar a eficiência, com foco nos processos. Em 1995, a administração pública foi revitalizada com a adoção do modelo gerencial, cujo objetivo principal era dotar a máquina pública de maior agilidade, flexibilidade e eficiência, apoiando-se nos pilares da burocracia. O foco migrou dos processos para os clientes, com ênfase na produtividade e na qualidade da prestação do serviço publico direcionado à satisfação do cidadão-cliente, mudando práticas burocráticas e utilizando-se de ferramentas das instituições privadas.
Hoje, há forte tendência de as organizações governamentais incorporarem cada vez mais em suas práticas cotidianas conceitos e técnicas há muito utilizadas pelas organizações privadas, como podemos observar nas palavras-chave que ilustram o início deste artigo, todas pertencentes ao mundo corporativo das instituições privadas, mas que hoje fazem parte da realidade organizacional na esfera pública. O desafio atual é criar estratégias para que os gestores transformem conhecimento em ação e efetivamente viabilizem as novas práticas gerenciais para melhor atender a sociedade a quem servem.
*Evilânia Macêdo é especialista em Recursos Humanos e Psicologia Organizacional e aluna do MBA Gestão de Pessoas, na Universidade de Fortaleza (Unifor).
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