O pleno do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) receberá, no próximo dia 25, às 16 horas, o professor Ricardo Henrique Arruda de Paula para proferir palestra sobre o tema "Violência, conflitualidade e cidadania". Na mesma ocasião, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Roberto Monteiro, fará uma explanação sobre o tema "Ações de Combate à Violência no Estado do Ceará".
A iniciativa de trazer o debate sobre a violência ao pleno desta Corte de Contas foi do conselheiro Alexandre Figueiredo. Na sessão do último dia 4, o pleno do TCE-CE decidiu, por unanimidade de votos, requerer da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS) e dos comandos das Polícias Militar e Civil, informações referentes aos indicadores da área de segurança pública no Estado, bem como prestação de contas detalhada dos recursos investidos no setor. Os dados solicitados são alusivos ao período de 2006 a 2010, incluindo, assim, a gestão do governador Cid Gomes, iniciada em 2007.
O professor Ricardo Arruda possui graduação em Direito (Universidade de Fortaleza, 1994), graduação em Filosofia (Universidade Estadual do Ceará, 1997), Especialização em Direito Penal (Universidade de Fortaleza, 1994), Mestrado em Direito (Universidade Federal do Ceará, 2002) e Mestrado em Filosofia (Universidade Estadual do Ceará, 2001). É doutor em Sociologia (Universidade Federal do Ceará), bem como pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV/UFC), onde vem efetuando pesquisas sobre crimes com indícios de pistolagem. As suas pesquisas abrangem todo o Estado do Ceará, bem como os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Uma das suas preocupações é com algumas incursões no campo da violência (e de forma particular, no campo da pistolagem) por não-pesquisadores, ou por pessoas não credenciadas metodologicamente. ?O pesquisador no campo da violência tem que ser consciente de sua empreitada, dos perigos, do inesperado e deve seguir as trilhas dos matadores de aluguel de forma institucionalizada e, quando não, com credenciais para efetuar um rigoroso trabalho de campo?, defende.
Ricardo Arruda enfatiza que "pesquisar crimes por encomenda é uma tarefa árdua e muito perigosa para o pesquisador, principalmente no Estado do Ceará?. Segundo o professor, o campo da pistolagem é formado por simbolismos e rígidos códigos morais de conduta que devem ser observados e apreendidos pelo pesquisador para que tomem forma de inscrição no seu trabalho de campo.
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