Gestores de órgãos de controle, que participaram na manhã desta sexta-feira (29/9) do Congresso Internacional sobre Combate à Corrupção: Atuação dos Tribunais de Contas e do Ministério Público, disseram que a falta de penalidades mais severas para os infratores é um dos obstáculos ao enfrentamento da prática delituosa. O evento, que aconteceu durante todo o dia no Tribunal de Contas do Ceará, foi realizado pela Corte de Contas juntamente com o Ministério Público do Estado, além de suas respectivas escolas de gestão e o apoio da empresa SAS - Statistical Analysis System.
Na discussão, o presidente do TCE, conselheiro Edilberto Pontes, defendeu que as penalidades pecuniárias para quem comete essas irregularidades devem ser maiores, de acordo com cada tipo de crime, pois as pessoas estão avaliando o custo-benefício da corrupção. “Quando alguém pensa em fazer algum ato de corrupção, avalia que a probabilidade de ser punido é menor do que o ganho, chegando à conclusão de que vale a pena.”
O presidente do TCE declarou que “leis ruins, fracas e ultrapassadas são um pontapé para a corrupção”, ressaltando a necessidade de normas que permitam uma atuação mais firme dos órgãos de controle. “Temos formalmente os órgãos de controle atuando, mas eles não dispõem dos meios devidos. O número de auditores é muito pequeno. O Ministério Público também tem um número muito aquém do que deveria ser. Assim não se consegue atuar de forma mais efetiva”, destacou.
Pela manhã, as discussões ocorreram em dois painéis, que contaram com a presença da vice-procuradora geral de Justiça do Estado, Vanja Fontenele, do promotor de Justiça e diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Ceará (ESMP), Manuel Pinheiro Freitas, e do procurador federal da República da Argentina, Carlos Rivolo.
O encontro foi aberto pelo Coral Vozes da Corte, que entoou músicas sobre o Ceará e executou o Hino Nacional Brasileiro. A mesa de honra foi formada pelo anfitriões, conselheiro Edilberto Pontes e o procurador-geral de Justiça Plácido Rios, pelo controlador e ouvidor Flávio Jucá, representando o Governador Camilo Santana; pelo procurador-geral do Ministério Público Especial junto a esta Corte, Aécio Vasconcelos; pelo diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público do Estado (ESMP), Manuel Pinheiro; e pelo procurador federal da República da Argentina, Carlos Rivolo. O diretor-presidente do Instituto Plácido Castelo, conselheiro Alexandre Figueiredo, não pôde estar presente, mas deixou uma mensagem de fortalecimento do controle e sucesso ao evento.Rua Sena Madureira, 1047 - CEP: 60055-080 - Fortaleza/CE - (85) 3125.8336 - Ouvidoria - (85) 3125.8335 / (85) 3125.8334
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