Debater sobre a atuação dos Tribunais de Contas e a importância do trabalho exercido pelo auditor de controle externo. Esses foram os temas de destaque nesta sexta-feira (27/4), no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, durante o I Seminário dos Auditores de Controle. Com o tema central “Auditor de Controle Externo como agente de transformação social”, o encontro teve na sua programação dois painéis: “Processo de Controle Externo e a fundamentalidade do direito à regular atuação dos Tribunais de Contas” e “Auditoria como instrumento de transformação da sociedade”.
Compuseram a mesa de honra, o presidente do TCE Ceará, conselheiro Edilberto Pontes; o diretor-presidente do Instituto Plácido Castelo, conselheiro decano Alexandre Figueiredo; a presidente da Aud-TCE/CE, Thaisse Craveiro, idealizadora do encontro; o procurador-geral do Ministério Público Especial junto ao TCE Ceará, Aécio Vasconcelos; o diretor executivo da Aud-TCE, Juracy Soares; o assessor parlamentar Rubenildo Falcão de Melo, representando do deputado estadual Carlos Matos; o diretor da ANTC, Ismar Viana (TCE-SE); Nivaldo Dias Filho, representando a Aud-TCU; e o presidente da Comissão de Saúde da OAB Ceará, Ricardo Madeiro, que apadrinhou a Aud-TCE Ceará.
O presidente Edilberto Pontes iniciou sua fala agradecendo a “aula magna sobre os Tribunais de Contas”, proferida pelo conselheiro decano Alexandre Figueiredo, e parabenizando a Associação dos Auditores de Controle Externo do TCE pela “magia do começo, ao apresentar um tema interessante sobre a relevância dos Tribunais de Contas e seus técnicos”.
No primeiro painel, o auditor de controle externo do TCE Sergipe, Ismar Viana, destacou que a função do profissional da área não é somente responsabilizar. “Vivemos em função do combate, mas precisamos aperfeiçoar as instituições para termos efetividade”. O Auditor explanou sobre a função sancionadora e seus efeitos diretos, como o afastamento de gestores dos cargos públicos, sobre apreciação de contas, improbidade administrativa, independência das funções no plano interno, imparcialidade na atuação e legitimidade decisional e a independência das manifestações técnicas do auditor de controle externo. “Não é por falta de lei que não estamos sendo efetivos nas decisões, é pela falta de cumprimento da lei”. O presidente Edilberto Pontes e o procurador-geral do MP de Contas, Aécio Vasconcelos, foram os debatedores deste primeiro momento.
O segundo momento ficou a cargo do secretário de controle externo do TCU em Mato Grosso do Sul, Tiago Modesto, que foi bem firme em pedir aos auditores que se coloquem no lugar do outro para que sintam a necessidade de melhoria em suas carreiras. “Saiam do papel e sintam o que os outros sentem”. Modesto apresentou vídeos com exemplos de descasos na área pública, entre eles problemas na área de saúde no Distrito Federal. “Vocês, como pais ou mães, querem uma resposta do auditor que foi fiscalizar um hospital cheio de problemas e não encontrou irregularidades ou querem saber o que está certo ou errado? O que a sociedade espera de nós? Temos que nos identificar com os problemas das pessoas que estão pagando os nossos salários”.Rua Sena Madureira, 1047 - CEP: 60055-080 - Fortaleza/CE - (85) 3125.8336 - Ouvidoria - (85) 3125.8335 / (85) 3125.8334
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