O Tribunal de Contas do Estado do Ceará está sediando, nesta quinta e sexta-feira (11 e 12/8), evento sobre “a importância dos Tribunais de Contas na Lei da Ficha Limpa”, de iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, por meio da Escola Superior de Advocacia (ESA/OAB-CE), com apoio institucional da Corte de Contas. Este é o primeiro encontro, fruto de parceria entre o TCE e a OAB no Ceará, firmado na semana anterior (4/8).
Agradecendo o apoio do presidente Valdomiro Távora, o advogado André Xerez destacou que o evento “se inicia, não por acaso, na data em que comemoramos o Dia do Advogado e do Estudante, que muito nos honra, e no dia da leitura da Carta pela Democracia”. Serão dois dias de intercâmbio de conhecimentos e experiências, onde esperamos uma reflexão e aprofundamento do tema”.
O primeiro painel de debate teve como tema “Os reflexos da Nova Lei de Improbidade Administrativa”. A temática se estendeu com discussões sobre demais normativos como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei da Ficha Limpa, “que desagradou vários setores, principalmente os políticos”, como apontou o palestrante Emmanuel Girão. O momento foi mediado pela Profª Draª em Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Machado. Também dividiram o momento o juiz eleitoral, Érico Carvalho Silveira, e o assessor da Secretaria-Executiva de Fiscalização, da Secretaria de Controle Externo do TCE Ceará, Elano Lima de Oliveira, que falou, entre outros assuntos, da participação técnica da Corte de Contas no âmbito do Acordo de Não Persecução Civil celebrado pelo Ministério Público do Estado.
“A instrução nos processos de contas dos Tribunais de Contas e a lista de irregularidade enviada ao juízo eleitoral” foi o tema da segunda mesa de discussão, que contou com palestras do procurador Regional Eleitoral, Samuel Arruda; da juíza do TRE-CE, Kamile Castro, e do procurador de Contas, do Ministério Público Especial junto ao TCE Ceará, Aécio Vasconcelos. A mesa foi mediada pelo advogado Hélio Parente. “Os Tribunais de Contas julgam de forma mais célere as contas dos gestores do que as esferas penal de improbidade administrativa atuam no âmbito da justiça comum. O envio das listas tem uma função fundamental, porque balizam a atuação do Ministério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral no julgamento dos registros de candidaturas”, destacou Samuel Arruda.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Raul Araújo Filho, teve participação especial nesse espaço de debate. “Tem sido cada vez mais reconhecida a importância dos Tribunais de Contas quando auxiliam o Poder Legislativo, no exercício do controle externo, e a própria Justiça Eleitoral, para que possam defender ao máximo o estado democrático e a administração pública, que chega ao poder através do voto com a afirmação da soberania popular”.Rua Sena Madureira, 1047 - CEP: 60055-080 - Fortaleza/CE - (85) 3125.8336 - Ouvidoria - (85) 3125.8335 / (85) 3125.8334
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