ESTRATÉGIA ESG

Ambiental, Social e Governança: TCE Ceará inicia Trilha ESG com aula de nivelamento e palestra de Luis Goi

04-08-25

Com o compromisso de transformar realidades por meio da priorização de temas relacionados às esferas ambiental, social e de governança, o TCE Ceará iniciou, nesta sexta-feira (1°/8), a Trilha ESG, para o público interno. A aula inaugural foi realizada no Plenário do Edifício Antônio Coelho, ministrada pelo especialista Luis Goi, que contextualizou a sigla e introduziu conceitos prioritários.

O primeiro curso da Trilha ESG será realizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem do IPCeduc, de 2 de agosto a 5 de setembro. Também serão promovidos, ao longo do semestre, outros cursos para servidores e colaboradores sobre os eixos prioritários da Agenda ESG 2025 – Primeira Infância, Saneamento Básico, Mudanças Climáticas e Acessibilidade e Inclusão. Posteriormente, também serão realizadas capacitações para o público externo. 

Na abertura do encontro, o diretor-geral do Instituto Plácido Castelo, Luis Eduardo Menezes, destacou a importância da disseminação dos conteúdos sobre ESG. “Um dos pilares definidos pelo presidente Rholden Queiroz no início da gestão, em 2024, é a sustentabilidade, que dialoga diretamente com as temáticas da sigla ESG. Esse momento é relevante não apenas para conhecermos mais sobre o tema, mas também para incluirmos esses conceitos basilares em nossas rotinas de trabalho.”

O palestrante Luis Goi afirmou que o principal objetivo do encontro inicial “é fazer uma contextualização, para que os participantes tivessem clareza de onde o ESG entra e onde não entra”. A sigla ESG significa Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social and Governance, em inglês). O termo representa as preocupações das instituições públicas e das empresas privadas em reduzir riscos, minimizar impactos no meio ambiente e adotar um modelo de administração responsável.

ESG como estratégia

Os conceitos ESG foram elencados pela primeira vez como bases importantes para o gerenciamento de riscos em empresas ou instituições no documento “Quem se importa vence” (Who Cares Wins, em inglês), produzido pelo Banco Mundial em 2004. De acordo com Luis Goi, o ESG nasceu no contexto do mercado privado, no qual a gestão de riscos visava reduzir as perdas e ampliar os lucros.No âmbito público a dinâmica é outra, pois as finanças são o meio para atender às necessidades da população. Para as instituições públicas, o ESG significa compromisso ético, uso eficiente dos recursos e responsabilidade social.

Luis Goi também destacou a importância da governança, que “nada mais é do que a confiança que seu negócio tem”, afirmou. O palestrante relatou que a confiança não é um resultado, mas um sentimento e, por isso, “é preciso que as pessoas sintam que podem confiar no trabalho da instituição. E um dos maiores riscos que abala a confiança institucional é a desinformação.” Ele elencou como fatores primordiais para elevar a confiança no órgão, princípios como transparência, integridade e controle.

O palestrante finalizou ressaltando que o “ESG é um chamado para que consigamos pensar um pouco mais a frente. É promover estratégias que garantam as mesmas oportunidades que temos hoje para as gerações futuras”.

Para a secretária-adjunta de Governança do TCE Ceará e membro do Comitê ESG, Liana Brandão, “a aula inaugural da Trilha ESG abordou conhecimentos essenciais para aumentar nosso engajamento na jornada de implementação da Estratégia ESG no Tribunal. A iniciativa fortalecerá a atuação e a imagem da instituição perante a sociedade, em alinhamento ao Planejamento Estratégico 2021-2026”.

Para a também membro do Comitê, Marília Marinho, coordenadora de Pesquisa, Inovação e Gestão da Informação do IPC, os cursos da Trilha ESG ampliam o escopo do temas já tratados pelo Tribunal. “São temas relacionados às nossas fiscalizações, à nossa atividade-fim dentro do TCE e, com muito conhecimento e uma nova cultura, um novo pensar sobre todas essas questões que são essenciais não só para nossa atividade, mas também para que a gente possa impactar cada vez mais a sociedade.”

A colaboradora Jane Braga, da Secretaria de Tecnologia da Informação, participou da aula inaugural e afirmou que “enxergando o nosso papel dentro da proposta que foi colocada, com a responsabilidade social que o Tribunal carrega, conseguimos visualizar como, de fato, podemos atender aos cidadãos”.
 

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