Orientação quanto à aplicação da Lei das Estatais (nº 13.303/2016), que estabelece mecanismos de transparência e governança que devem ser observados pelas estatais, seja no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Este foi o objetivo do seminário promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Ceará, por meio de sua Escola de Contas, Instituto Plácido Castelo (IPC), e o Instituto Brasileiro de Contratações Públicas (IBCP), sob a coordenação dos diretores da Escola de Contas, Hilária Barreto e Francisco Otávio de Miranda Bezerra.
Com o tema “O Novo Regime Jurídico das Estatais”, a programação foi dividida em dois painéis temáticos. O primeiro, “Estatuto das Estatais: governança e defesa da probidade”, reuniu dois procuradores federais, Bruno Félix de Almeida e Rafael Moreira Nogueira, com a moderação do procurador-geral do Ministério Público Especial junto ao TCE Ceará, José Aécio Vasconcelos Filho. Segundo ele, a “nova lei tem o objetivo de evitar a captura política dessas empresas estatais, que tinha uma série de portas abertas para os mal intencionados e agora estabelece restrições. Esperamos também que o avanço seja estendido à administração direta”.
O segundo painel, “Contratações Públicas nas Estatais: principais inovações”, teve como debatedores o procurador federal Philippe Magalhães Bezerra, presidente do Instituto Brasileiro de Contratações Públicas (IBCP), o presidente da Comissão de Licitação e Gerente de Avaliação de Políticas Públicas do TCE Ceará, Ricardo Dias, sendo moderado pelo conselheiro substituto e ouvidor desta Corte, Davi Barreto.
O evento foi aberto pelo presidente da Corte, conselheiro Edilberto Pontes, que falou sobre a satisfação em ver o interesse da plateia em debater um tema candente, parabenizando o IPC e o IBCP pela iniciativa e parceria na realização do debate. “O Brasil se moderniza a passos largos, mesmo com os problemas que vêm enfrentando. Estamos debatendo uma lei nova, de 2016, que traz medidas fortes de modernização, como a eficiência e a governança, com vários campos de exigências. Diversas estatais, como o Banco do Brasil e a Petrobras, estão dando lucros, de acordo com o Valor Econômico. Certamente foram criados mecanismos fortes para fechar janelas e evitar que corrupções aconteçam. Se continuar assim, vamos avançar mais.”
O procurador Phillipe Magalhães parabenizou a Corte “pela iniciativa inovadora. Desconheço discussões do tipo no âmbito do Estado. Aqui é o melhor ambiente acadêmico para discutir a Lei 13.303, onde temos gestores e controladores, fiscalizados e fiscalizadores. Como fui indagado em outro momento, respondo aqui também que a nova Lei das Estatais não tem efeito de acabar com a corrupção, mas é um marco regulatório muito eficaz e moderno, e temos gestores públicos comprometidos a aplicar a legislação. Ganham as estatais e, principalmente, a sociedade”.Rua Sena Madureira, 1047 - CEP: 60055-080 - Fortaleza/CE - (85) 3125.8336 - Ouvidoria - (85) 3125.8335 / (85) 3125.8334
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