Troca de experiências

Raízes cearenses e novos formatos textuais são apresentados no 18º Café com Leitura

26-10-26

Em um momento de trocas sobre bastidores literários e influências cearenses, o auditório do Instituto Plácido Castelo (IPC) foi palco da 18ª edição do Café com Leitura. Servidores, colaboradores e estagiários do TCE Ceará participaram do encontro, realizado pela Escola de Contas nesta sexta-feira (23/10), que contou com a presença do escritor Moacir Fio, autor da obra "Aranha Movediça".

A mediação do evento ficou com a coordenadora de Educação Continuada, Extensão e Pós-Graduação do IPC, Cristiane Buhamra, que ressaltou a relevância do processo criativo para a compreensão do texto. “É sempre interessante discutir as obras, mas é ainda melhor ter o próprio autor para explicar o que está por trás daquilo que lemos. Então descobrir esse universo pela ótica do escritor foi muito bacana”, ressalta a servidora.

Ao longo da roda de conversa os leitores apontaram o uso de novas formas de comunicação como o podcast, e como esse formato foi explorado no livro. Para o servidor Cristiano Goes, “É importante ouvir as histórias diretamente de quem pensou nelas. O autor trouxe relatos que falam diretamente do Ceará, seja por meio de personagens fictícios ou reais, que marcaram um determinado contexto no nosso Estado”.
“Aranha Movediça” é finalista da 68ª edição da maior premiação da literatura brasileira, o Prêmio Jabuti. A produção concorre no eixo “Literatura”, sendo a estreia do escritor, músico e roteirista cearense Moacir Fio. Ao pensar na estrutura do romance, Moacir destaca o papel da contracultura punk, em uma tentativa de entrelaçar o horror social, a ficção e elementos da reportagem jornalística. “Eu queria realmente escrever um podcast que funcionasse em um meio termo entre o entretenimento e o jornalismo. De certa forma me passei de jornalista para entrevistar as minhas personagens e depois fui editando esse material, adaptando ele para a ficção", explica o autor.

Moacir comentou, ainda, sobre a oportunidade de abordar as temáticas presentes em seu texto em um espaço diferente. De acordo com o escritor “o momento foi algo único, porque é costume ter esse tipo de bate-papo em bibliotecas, escolas, clubes de leituras em cafeterias... Então obter o reconhecimento pelo meu livro dentro de uma instituição pública de relevância, foi algo célebre”. 

A diretora-geral do IPC, Marília Marinho, celebrou a atuação do programa Educação pela Arte no cotidiano da Corte de Contas Cearense. “A literatura é uma das linguagens artísticas de destaque da iniciativa e, no Café com Leitura, é possível ter contato direto com a construção das produções lidas por meio da participação dos escritores nos encontros. Quando trazemos os autores pra cá, conhecemos a capacidade de escrever e se expressar que pode já estar presente em todos nós”, reforçou a gestora.

O Café com Leitura integra o Programa Educação pela Arte, desenvolvido pelo IPC, e visa incentivar o hábito da leitura, expandir o repertório cultural e fomentar espaços de troca de conhecimento no ambiente institucional. Dessa vez, o encontro homenageou os educadores, sendo realizado em celebração ao Dia do professor, comemorado em 15 de outubro. A obra “Aranha Movediça” foi selecionada pelos Leitores da Corte, como atividade de leitura do mês de outubro.