Autoridades, gestores e técnicos municipais da assistência social, e representantes de instituições públicas participaram, nesta terça-feira (27/10), do seminário “Prevenção, proteção e cuidado: o Controle Externo no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e no enfrentamento à violência contra a mulher”, promovido pelo Tribunal de Contas do Ceará. O evento ocorreu no Plenário Conselheiro Alexandre Figueiredo com o objetivo de debater estratégias de prevenção à violência, garantia de direitos e fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

Ela ressaltou a importância dos movimentos de mulheres na luta por direitos e na mobilização social para combater as agressões. Ao recordar sua experiência, também falou sobre a dificuldade de compreender a violência praticada pelo agressor contra ela e suas próprias filhas. “Basta de tanta mulher assassinada, de tanta criança na orfandade. Defendo uma sociedade mais justa e humanitária, e que os próximos 20 anos sejam marcados por avanços que evitem a repetição das violências enfrentadas ao longo das duas primeiras décadas de vigência da legislação.”
Prevenção, proteção e cuidado


Representando a Atricon, a conselheira Soraia Victor reforçou que o enfrentamento à violência “também depende de mudanças de comportamento e da superação de práticas que naturalizam as agressões. Nada se faz sem melhorar comportamentos”, afirmou. Na ocasião, convidou os participantes a conhecerem a Rede que Protege, formada pelos 33 Tribunais de Contas do Brasil. A secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, também participou da abertura e destacou a importância de transformar as garantias previstas na legislação em ações efetivas.
A palestrante abordou o lugar social das mulheres, os papéis historicamente atribuídos a elas e as relações de poder presentes na sociedade. Ao discutir a violência de gênero, destacou a necessidade de compreender suas raízes sociais e culturais. “Uma das principais reivindicações é o direito de ocupar diferentes espaços sociais, políticos e econômicos, sem limitações impostas por expectativas de gênero. É contraditório os avanços sociais e a permanência da violência contra as mulheres”.

