Das quase nove milhões de pessoas que habitam no Ceará, apenas 3% podem pagar por acesso à internet banda larga. O dado, estimado pela Empresa de Tecnologia da Informação do Estado (Etice), dá conta de uma desigualdade cujo ponto de partida é a economia, mas que perpassa questões cruciais como acesso à informação, educação e outros diversos serviços de qualidade, majoritariamente facilitados pela rede mundial de computadores. Com o objetivo de expandir o acesso popular à conexão e integrar os órgãos públicos que a utilizam, o Governo do Estado iniciou, em 2008, a implantação do Cinturão Digital do Ceará (CDC), considerado a maior rede pública de internet banda larga do País.
Com muitas das unidades da Federação à beira do colapso devido à incapacidade de manter o equilíbrio fiscal em suas contas, o investimento em ações que atraiam turistas se tornou estratégia para movimentar a economia local e ganhar na instabilidade. A situação financeira do Ceará não padece da mesma gravidade percebida em outros grandes centros do País, mas a vocação natural das terras alencarinas, que chamam atenção pelas belas praias e pela hospitalidade, o credencia para obter no âmbito do turismo grande oportunidade na exploração do setor, com retorno positivo do que for nele aplicado.
Sobre o projeto Pixinguinha, que neste ano completa quatro décadas, Piúba admite ter sido sondado pela Funarte para a participação do Ceará. Era intenção do ex-ministro, Roberto Freire, reeditar o programa, lançado no segundo semestre de 1979, no governo Ernesto Geisel (1974-1979).