Tenho um amigo com tendências para a extrema-direita. É um amigo de longa data, nos unem muitas coisas que se passaram ao longo da vida. Quando jovem, ele se dizia liberal, defendia a livre iniciativa, a meritocracia e mais alguns desses conceitos muito difundidos. Com a polarização do País e do mundo e o avanço das redes sociais, vejo-o cada vez mais radical, a favor de soluções violentas e simplistas em muitas áreas, repetindo slogans muito presentes em certos grupos. Diria que foi capturado ou "abduzido", como gosta de dizer outro amigo, por uma série de valores infelizmente muito em voga no momento, um "anti-iluminismo" difuso.
A inteligência artificial (IA) está transformando o mundo, e a administração pública, incluindo os Tribunais de Contas, também se beneficiará largamente dessa revolução. A IA promete ampliar significativamente a eficiência, a transparência e a qualidade dos serviços públicos. Os Tribunais de Contas no Brasil começam a adotá-la com entusiasmo.
O recente relatório sobre a distribuição pessoal da renda e da riqueza da população brasileira, baseado em dados do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) dos anos de 2021 e 2022, lança luz sobre as dimensões atuais da histórica desigualdade brasileira.
Democracia é um tema que tem sido discutido intensamente no Ocidente nos últimos anos. Muitos livros foram publicados. Inúmeros congressos e seminários foram promovidos. De Madeleine Albright e Steven Levitsky a Michael Sandel e Martin Wolf, para citar alguns autores que publicaram reflexões profundas e contundentes recentemente.