Sobre calçadas e arborização

03-01-26

A menos de 300 metros de minha casa há uma padaria excelente. Ir até lá a pé, no entanto, é uma experiência desagradável. No caminho, um prédio de alto padrão ergueu uma muralha de mais de três metros e abandonou a calçada, hoje degradada e transformada em ponto de uso de drogas. Do outro lado da rua, a calçada é árida, sem uma única árvore, tornando a caminhada um percurso sob calor escaldante. Isso ocorre no Meireles, área com o metro quadrado mais caro de Fortaleza.

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O desafio de manutenção das cidades

06-12-25

As cidades brasileiras convivem com um paradoxo: capacidade de construir relativamente alta e baixíssimo esforço de manutenção do que foi construído. Inauguram-se praças, calçadões, parques, equipamentos culturais. Quando novo, os equipamentos são fotogênicos, vibrantes. Mas poucos meses depois a cena muda: piso quebrado, iluminação apagada, jardins secos, quadras destruídas, fontes desligadas.

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90 anos do TCE Ceará: tradição, inovação e compromisso com o bem público

16-10-25

Em 2025, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará completa 90 anos de existência. Nove décadas de uma trajetória marcada pelo compromisso com a boa governança, a ética e a transparência na gestão dos recursos públicos. Criado em 1935, o TCE Ceará nasceu em um contexto de fortalecimento das instituições republicanas, com a missão de garantir que o dinheiro do contribuinte fosse aplicado de forma correta, eficiente e em benefício da sociedade.

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A inteligência artificial no setor público

11-10-25

A inteligência artificial já deixou de ser promessa para se tornar realidade no setor público. Ferramentas de IA vêm sendo usadas em todo o mundo para automatizar tarefas, personalizar serviços, detectar fraudes e apoiar decisões complexas. O desafio, porém, é utilizá-las de forma ética, segura e transparente - especialmente em governos, onde cada erro pode afetar direitos e vidas humanas.

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Brasil: condenado a crescer pouco?

13-09-25

Na última semana, um renomado Professor de economia celebrou, nas páginas do Valor Econômico, uma façanha digna de registro: a economia brasileira, antes crescendo menos de 4% em 2024, agora cambaleia para menos de 2% em 2025. Motivo de festa, disse ele: finalmente estamos mais próximos do "PIB potencial", aquela entidade etérea, invisível e aparentemente inimiga do bem-estar coletivo. Como bônus, as pressões inflacionárias diminuíram. Aleluia.

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