Em 2025, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará completa 90 anos de existência. Nove décadas de uma trajetória marcada pelo compromisso com a boa governança, a ética e a transparência na gestão dos recursos públicos. Criado em 1935, o TCE Ceará nasceu em um contexto de fortalecimento das instituições republicanas, com a missão de garantir que o dinheiro do contribuinte fosse aplicado de forma correta, eficiente e em benefício da sociedade.
A inteligência artificial já deixou de ser promessa para se tornar realidade no setor público. Ferramentas de IA vêm sendo usadas em todo o mundo para automatizar tarefas, personalizar serviços, detectar fraudes e apoiar decisões complexas. O desafio, porém, é utilizá-las de forma ética, segura e transparente - especialmente em governos, onde cada erro pode afetar direitos e vidas humanas.
Na última semana, um renomado Professor de economia celebrou, nas páginas do Valor Econômico, uma façanha digna de registro: a economia brasileira, antes crescendo menos de 4% em 2024, agora cambaleia para menos de 2% em 2025. Motivo de festa, disse ele: finalmente estamos mais próximos do "PIB potencial", aquela entidade etérea, invisível e aparentemente inimiga do bem-estar coletivo. Como bônus, as pressões inflacionárias diminuíram. Aleluia.
No último domingo, fui à Estação das Artes, um dos mais belos equipamentos culturais de Fortaleza. Inaugurada há alguns anos, após um cuidadoso processo de restauração da antiga estação ferroviária, consolidou-se como espaço vivo e vibrante. Estava repleta de crianças, famílias, turistas e moradores locais. Havia atividades artísticas, oficinas, música, gastronomia. Um verdadeiro acontecimento popular.
Li recentemente o livro Igualdade, que é basicamente a reprodução de um instigante diálogo entre o economista francês Thomas Piketty e o filósofo americano Michael Sandel. O livro reconhece os avanços ao longo da história da humanidade, tanto na ampliação do acesso a bens e serviços, quanto nos direitos de participação política, mas aponta os imensos abismos ainda existentes.Ao longo da leitura, lembrei de uma reflexão cortante de Adam Smith, em A Riqueza das Nações: "Tudo só para nós e nada para outras pessoas parece ser, em qualquer época do mundo, a máxima vil dos que dominam a humanidade."
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