Na última semana, um renomado Professor de economia celebrou, nas páginas do Valor Econômico, uma façanha digna de registro: a economia brasileira, antes crescendo menos de 4% em 2024, agora cambaleia para menos de 2% em 2025. Motivo de festa, disse ele: finalmente estamos mais próximos do "PIB potencial", aquela entidade etérea, invisível e aparentemente inimiga do bem-estar coletivo. Como bônus, as pressões inflacionárias diminuíram. Aleluia.
No último domingo, fui à Estação das Artes, um dos mais belos equipamentos culturais de Fortaleza. Inaugurada há alguns anos, após um cuidadoso processo de restauração da antiga estação ferroviária, consolidou-se como espaço vivo e vibrante. Estava repleta de crianças, famílias, turistas e moradores locais. Havia atividades artísticas, oficinas, música, gastronomia. Um verdadeiro acontecimento popular.
Li recentemente o livro Igualdade, que é basicamente a reprodução de um instigante diálogo entre o economista francês Thomas Piketty e o filósofo americano Michael Sandel. O livro reconhece os avanços ao longo da história da humanidade, tanto na ampliação do acesso a bens e serviços, quanto nos direitos de participação política, mas aponta os imensos abismos ainda existentes.Ao longo da leitura, lembrei de uma reflexão cortante de Adam Smith, em A Riqueza das Nações: "Tudo só para nós e nada para outras pessoas parece ser, em qualquer época do mundo, a máxima vil dos que dominam a humanidade."
Em tempos de incerteza econômica, é crucial repensar as ferramentas disponíveis para estabilizar a economia brasileira. Tradicionalmente, o Brasil tem sobrecarregado a política monetária, elevando a taxa de juros a patamares estratosféricos, com todos os elevados custos envolvidos e com pouca contribuição das políticas fiscais, que, quando atuam, se restringem ao limitado campo das medidas discricionárias.
Nos primeiros anos de vida, entre o nascimento e os seis anos de idade, o ser humano experimenta um período de desenvolvimento acelerado e único. É nessa fase que se formam as bases para a saúde, a aprendizagem, o comportamento e o bem-estar ao longo de toda a vida. Investir na primeira infância é, portanto, investir no futuro de cada indivíduo e de toda a sociedade.
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